Entrevista Exclusiva com o Autor Nuno Nepomuceno!

joana&nunoAlma Literária (AL): Quando surgiu pela primeira vez a ideia de escrever um livro? Houve algum «clique» que lhe tenha indicado que era isso que queria fazer?

Nuno Nepomuceno (NN): “Não consigo precisar a data com exactidão, mas foi algures a meio da adolescência. Já tinha lido bastante até essa altura, essencialmente livros juvenis, com muito mistério e aventura, como as colecções de Os Cinco, Os Hardy ou Uma Aventura, e comecei a sentir curiosidade em como seria ter a possibilidade de ser eu a decidir o destino das personagens. A minha principal motivação hoje em dia continua a ser essa, isto é, a de a escrita dar-me a possibilidade de criar as minhas histórias e assim interagir com o imaginário do leitor.”

 

AL: Qual a reacção dos seus familiares e amigos quando lhes comunicou que queria escrever um livro?

NN: “Não o fiz. Quando souberam que tinha escrito O Espião Português, já o livro estava em processo de edição e com uma data de publicação agendada para dali a dois meses. O meu primeiro livro foi um projecto só meu e que mantive sempre em segredo até ser impossível fazê-lo.”

 

AL: Como foi conseguir convencer a editora a apostar em si? O que sentiu quando lhe disseram pela primeira vez «Nuno, vamos publicar o seu livro!»?

NN: “O Espião Português foi publicado ao abrigo de um acordo entre o grupo empresarial Sonae, o promotor do Prémio Literário que o livro venceu, a revista Lux Woman e a LeYa, o grupo editorial que se comprometeu a publicar o livro que vencesse o concurso. O processo acabou por ser simples. Como cumpria os requisitos, concorri e soube primeiro que estava nos três finalistas, o que me deixou bastante esperançoso. Foi uma representante da Sonae quem me telefonou a dar os parabéns enquanto vencedor. Reagi com natural alegria, pois o prémio era publicar o livro, algo que ambicionava.”

 

AL: Qual o motivo pelo qual existe uma discrepância tão grande entre a publicação do primeiro livro da Trilogia Freelancer, O Espião Português, e os restantes dois volumes?

NN: “Quando O Espião Português foi publicado, ainda estava sensivelmente a meio do volume que se seguiu, A Espia do Oriente. Os mais de dois anos que separaram os dois livros devem-se primeiro ao facto de ainda ter levado cerca de um ano a terminar o segundo tomo da trilogia, e depois por ter sido obrigado a recomeçar o processo de novo. O contrato que assinei com o grupo LeYa não era extensível a mais livros e eu tive de voltar a submeter o meu trabalho a outras editoras até chegar a acordo com a Top Books.

 

AL: Depois da Trilogia Freelancer, seguiu-se “A Célula Adormecida”. Os seus fãs não tiveram muito por que esperar para poder voltar a ler uma obra sua. O que mudou em si para, de repente, podermos esperar ansiosamente pela publicação do próximo livro sem termos de esperar mais de 1 ano, sensivelmente?

NN: “Ganhei ritmo e método de trabalho, essencialmente, aos quais tento manter-me fiel. A experiência traz à-vontade e desenvoltura. Ao fim de cinco livros publicados, sinto que atingi a minha maturidade narrativa e que estou cada vez mais eficiente no trabalho que desenvolvo.”

 

AL: Vamos passar agora para o seu último livro, “Pecados Santos”. Ainda não tive o prazer de o ler, mas sei com toda a certeza que será tão bom ou melhor que os anteriores. Existiu aqui algum tempo em que o Nuno esteve ausente de tudo o que são redes sociais, e quando surgiu, tudo tinha mudado! Mudou a sua imagem (para melhor, deixe-me dizer-lhe), mudou de editora, e mudou de atitude. Quer falar um pouco sobre isso? Existe algo que queira partilhar connosco?

NN: “A minha ausência das redes sociais esteve relacionada com problemas de saúde, que prefiro manter privados, e com a conclusão de Pecados Santos. Quis passar os últimos dois meses de redacção plenamente concentrado no que estava a escrever. Sentia que devia ser assim, que o livro iria beneficiar disso. As alterações que fiz recentemente começaram a ser planeadas muito tempo antes, tendo sido adiadas até chegar o momento oportuno. Apesar de admitir que mantenho outra carreira em paralelo com a escrita, considero-me neste momento um escritor profissional. O sucesso que os livros têm tido demonstram-no e as mudanças introduzidas procuram adaptar-se a isso mesmo.”

 

AL: Se bem entendi, o livro Pecados Santos inicia uma saga de 5 livros, correcto? Quer falar um pouco sobre o motivo pelo qual escolheu aqueles títulos para os livros desta saga? Ou os leitores vão entender assim que lerem o primeiro?

NN: “Essa ideia advém de uma crónica que escrevi, na qual admito não me ter expressado correctamente. O que quis dizer foi que Pecados Santos é composto ele próprio por cinco livros, isto é, cinco partes, tal como os cinco livros que compõem a Tora, o livro sagrado do judaísmo, que inspirou os episódios narrados. Quando a Joana ler o livro irá perceber isto. As divisórias são claras e Pecados Santos não é o início ou o meio de uma série. Trata-se somente de um livro que partilha o protagonista com o que publiquei anteriormente.”

 

AL: Por último, Nuno, qual é a sensação de, de repente, ser um fenómeno a nível nacional e a sua escrita ser comparada a nomes como José Rodrigues dos Santos?

NN: “Não me considero um fenómeno. É verdade que a minha carreira aparenta estar em crescendo, que os meus livros parecem ser cada vez mais populares e lidos por cada vez mais leitores. Mas celebrei recentemente cinco anos de carreira literária, cujos altos e baixos me ensinaram a olhar para o presente com cautela. Vivemos numa sociedade que reage ao imediato. O que é um sucesso hoje, amanhã caiu no esquecimento. Porém, para mim, os livros são intemporais. E é com essa ideia em mente que desejo gerir o futuro da minha carreira.”

 

Aqui fica a entrevista que fizemos com o Autor Revelação! O Nuno é um querido e disponibilizou-se logo para me conceder uma entrevista. A minha vida é sem dúvida mais preenchida desde que o conheço! Obrigada Nuno!

[Guerra & Paz] – OS GRANDES LIVROS de Sun Tzu e Raymond Aron

OS GRANDES LIVROS

Guerra e Paz inaugura nova colecção

A Arte da Guerra, de Sun Tzu, e Memórias, de Raymond Aron, são os dois títulos que inauguram OS GRANDES LIVROS, uma nova colecção da Guerra e Paz. A nova colecção tem um objectivo claro: reunir livros de ensaio fundamentais e perenes. OS GRANDES LIVROS são os clássicos de não-ficção da Guerra e Paz e vai ser uma colecção que terá nas capas sempre a mesma matriz gráfica, um rectângulo de uma cor, translúcido, sobrepondo-se à imagem a preto e branco do autor. A colecção GRANDES LIVROS arranca com duas obras muito distintas até no tamanho. Um livro de 112 páginas ao lado de outro com 768, ambos verdadeiras catedrais do pensamento: vêm do passado, amenizando a arrogância do presente para nos ajudar a sonhar o futuro, porque é essa a verdadeira filosofia desta nova colecção.

A Arte da Guerra, o mais actual dos clássicos, vem pela mão do Sun Tzu, enquanto, da autoria de Raymond Aron, publicamos as suas Memórias, um dos livros mais influentes do século XX, escrito por um dos raros intelectuais europeus que não se enganou em nada. Chegam juntos, às livrarias, a 20 de Fevereiro. A Guerra e Paz está, todavia, angustiada com uma dúvida: mandamos ou não ao presidente Donald Trump estes dois títulos? Pensará ele o mundo de forma diferente, se os ler?

A Arte da Guerra

Sun Tzu

a arte da guerraSinopse:
Escrito há mais de 2500 anos, o mais conhecido tratado de estratégia militar do mundo mantém uma incrível actualidade. Para além da guerra, o grande valor da obra de Sun Tzu reside na possibilidade de adaptação das suas máximas e reflexões a qualquer campo da actividade humana em que haja situações de confronto: nos negócios, na política, no desporto, no amor.
Constituído por um conjunto de treze breves capítulos, este livro convida-nos a conhecer o nosso inimigo e mostra como vencer sem combater. Esta edição inclui ainda notas de alguns dos principais comentadores tradicionais deste grande clássico. É uma leitura indispensável para compreender o que está em jogo e alcançar a vitória. Uma lição de sabedoria e da arte de viver.
A Guerra e Paz, Editores orgulha-se de publicar esta obra, que o renomeado sinólogo inglês Joseph Needham considerava uma «obra-prima única do pensamento militar».

Sobre o Autor:
Sun Tzu terá vivido entre os séculos VI e V a. C. Pouco se sabe sobre este grande estratega chinês. Pensa-se que terá sido conselheiro militar ou general de Ho Lu, rei de Wu, para quem escreveu A Arte da Guerra. Para Sun Tzu, o objectivo é sempre a vitória, mas a melhor estratégia passa por vencer sem combater. O livro só chegou ao Ocidente no século XVIII, altura em que foi traduzido pela primeira vez para francês, tendo atingido grande popularidade nos séculos seguintes. Hoje em dia, continua a influenciar as culturas e políticas tanto no Oriente como no Ocidente.

Notas Editoriais:
Título: A Arte da Guerra
Autor: Sun Tzu
Editora: Guerra & Paz
N° de Páginas: 112
PVP: 13,00€

 

Memórias

Raymond Aron

Bem mais recente, Memórias, de um dos maiores intelectuais franceses do séc. XX, Raymond Aron, é um livro essencial para quem se interessa pelas grandes ideias e políticas do seu tempo, um século de grandes mudanças. Através das suas memórias, que resolveu registar na sequência de uma embolia em 1977, seis anos antes de falecer, Raymond Aron, proporciona ao leitor uma extraordinária reflexão política, analisando aspectos como a ascensão do nazismo, a crítica ao comunismo e às suas ideologias, as estratégias e contra-estratégias da Guerra Fria, as guerras do Vietname e da Argélia, a descolonização francesa e a excessiva valorização do Maio de 1968. Uma análise tão habilitada quanto Aron conheceu de perto algumas das mais importantes figuras da sua época, como Charles de Gaulle, André Malraux, Henry Kissinger ou Giscard D’Estaing. A obra de Raymond Aron está na primeira linha de denúncia de todas as formas de totalitarismos.

memoriasSinopse:
Bem mais recente, Memórias, de um dos maiores intelectuais franceses do séc. XX, Raymond Aron, é um livro essencial para quem se interessa pelas grandes ideias e políticas do seu tempo, um século de grandes mudanças. Através das suas memórias, que resolveu registar na sequência de uma embolia em 1977, seis anos antes de falecer, Raymond Aron, proporciona ao leitor uma extraordinária reflexão política, analisando aspectos como a ascensão do nazismo, a crítica ao comunismo e às suas ideologias, as estratégias e contra-estratégias da Guerra Fria, as guerras do Vietname e da Argélia, a descolonização francesa e a excessiva valorização do Maio de 1968. Uma análise tão habilitada quanto Aron conheceu de perto algumas das mais importantes figuras da sua época, como Charles de Gaulle, André Malraux, Henry Kissinger ou Giscard D’Estaing. A obra de Raymond Aron está na primeira linha de denúncia de todas as formas de totalitarismos.

Sobre o Autor:
Raymond Aron. Antes do tempo ou não, Raymond Aron teve razão no seu tempo e continua a tê-la hoje. A sua obra está na primeira linha da denúncia de todas as formas de totalitarismos.
Filósofo, sociólogo, jornalista, professor e politólogo, Aron nasceu em 1905, em Paris, no seio de uma família de origem judaica, tornando-se conhecido pelo seu cepticismo em relação à esquerda francesa. Estudou na École Normale Supérieure, onde conheceu Jean-Paul Sartre, de quem se tornou amigo e, mais tarde, forte oponente intelectual. Foi colunista no Le Figaro e no L’Express, e leccionou em instituições como a Sorbonne e o Collège de France, tendo tido por alunos figuras como Pierre Bourdieu, André Glucksmann ou Henry Kissinger. Publicou diversos livros influentes que consolidaram a sua posição de autoridade intelectual entre os conservadores franceses. Pensador de invulgar argúcia, é um dos grandes intelectuais do século XX, e autor de vasta obra da qual se destaca O Ópio dos Intelectuais (1957), um conhecido ataque contra Sartre, o marxismo e a intelectualidade francesa, desintoxicando o pensamento unilateral da esquerda e a denegação dos intelectuais marxista face à brutal repressão do comunismo. Em 1977, vítima de uma embolia, repensa a sua vida e decide então escrever suas memórias. Morre em 1983.
A reedição das suas Memórias, trinta e cinco anos depois, permite julgar melhor a lucidez e a profundidade do seu pensamento.

Notas Editoriais:
Título: Memórias
Autor: Raymond Aron
Editora: Guerra & Paz
N° de Páginas: 768
PVP: 30.00€

[Arte Plural] – “Quando Acabar Este Livro, Vai Saber Desenhar” de Jake Spicer

Quando Acabar Este Livro, Vai Saber Desenhar

Jake Spicer

imageSinopse:
Todos temos as competências necessárias para desenhar; precisamos apenas de as treinar e desenvolver.

Jake Spicer é um artista e mestre de desenho que se especializou precisamente nisso: ensinar desenho a partir do zero.

Este livro é um guia prático que lhe mostra, passo a passo, como aperfeiçoar as técnicas básicas de desenho. A metodologia é cativante, divertida… e muito simples! Cada lição é seguida de um espaço para treinar, por isso, este livro é ao mesmo tempo um manual e um caderno de esboço. As técnicas de Jake Spicer permitem-lhe dominar o básico da arte do desenho e desenvolver-se posteriormente nas formas que preferir – seja o retrato, a paisagem ou o urban sketching.

É garantido: com um pouco de tempo, concentração e esforço… Quando Acabar Este Livro, Vai Saber Desenhar.

Sobre o Autor:
Jake Spicer é artista e professor de Desenho com vários livros publicados.

Notas Editoriais:
Título: Quando Acabar Este Livro, Vai Saber Desenhar
Autor: Jake Spicer
Editora: Arte Plural
N° de Páginas: 160
PVP: 14,40€

 

 

[Guerra & Paz] – “E se Angola Tivesse Proclamado a Independência em 1959?” de Jonuel Gonçalves

E se Angola Tivesse Proclamado a Independência em 1959?

Jonuel Gonçalves

Angola 1959_Capa_300dpiSinopse:
Corria o ano de 1959 e a repressão abate-se sobre numerosos grupos nacionalistas angolanos, fazendo centenas de presos. A população está revoltada e surgem vozes a defender a luta armada. No final do ano, já vários grupos de jovens planeiam pegar em armas contra o colonialismo. À época, o poder militar colonial era fraco, mas a injustiça e a revolta, grandes. A intelectualidade começa também a ver com simpatia o recurso à força, tida como inevitável dada a vontade férrea de Salazar em manter as colónias. Contudo, a revolta só se daria pouco mais de um ano depois.
Mas e se a rebelião tivesse acontecido em 1959? Jonuel Gonçalves, participante nesses acontecimentos, partindo do método what if? – e se tivesse acontecido assim? – consagrado sobretudo pela historiografia de língua inglesa, procura saber o que sucederia se esses jovens tivessem agido. Com uma Angola independente em 1959, seria muito o sofrimento poupado ao povo angolano? Dia a dia, hora a hora, acompanhe o desenrolar dos acontecimentos de uma história possível.

Sobre o Autor:
Jonuel (José Manuel) Gonçalves lutou pela independência e democratização de Angola, portanto, teve a maior parte da existência dividida entre o combate clandestino e os exílios. Aproveitou estes para, aos solavancos, chegar até ao mestrado. Quando o fim das guerras angolanas do século XX permitiu, fez o doutoramento. A partir daí dedicou-se à docência (agora numa universidade brasileira), a escrever coisas diferentes das que escrevia nos anos de chumbo e a nomadizar entre África, Brasil e Portugal. Publicou vários livros: A Economia ao longo da História de Angola (em Angola), Café Gelado e Relato de Guerra Extrema (de ficção, em Angola e no Brasil). Em 2017, publicou, com a Guerra e Paz, o romance A Ilha de Martim Vaz e Franco-atiradores, livro autobiográfico.

Notas Editoriais:
Título: E se Angola Tivesse Proclamado a Independência em 1959?
Autor: Jonuel Gonçalves
Editora: Guerra & Paz
N° de Páginas: 192
PVP: 15,50€

[Guerra & Paz] – “Um Amor Português” de José Jorge Letria

Um Amor Português

José Jorge Letria

Um amor portugues_Capa_300dpiSinopse:
Esta é a história do amor proibido de D. Maria da Penha de França de Mendonça e Almada e D. João de Mascarenhas. Sob a forma epistolar, o romance regista um escândalo que abalou o reinado de D. João V, pondo fim a dois casamentos que a moralidade cortesã recomendaria que fossem mantidos sob a capa hipócrita das aparências. O amor de D. Maria e D. João acabou por implicar a perseguição, o exílio e a prisão, para além da inevitável condenação moral da época.

Sobre o Autor:
José Jorge Letria. Ficcionista, mas também jornalista, poeta, dramaturgo. Nasceu em Cascais, em 1951, onde foi vereador da Cultura entre 1994 e 2002.
Tem livros traduzidos em mais de uma dezena de idiomas e foi premiado em Portugal e no estrangeiro, destacando-se dois Grandes Prémios da APE, o Prémio Aula de Poesia de Barcelona, o Prémio Internacional UNESCO, o Prémio Eça de Queiroz – Município de Lisboa e o Prémio da Associação Paulista de Críticos de Arte. O essencial da sua obra poética encontra-se condensado nos dois volumes da antologia O Fantasma da Obra.
Ao lado de nomes como José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, foi um dos mais destacados cantores políticos portugueses, tendo sido agraciado, em 1997, com a Ordem da Liberdade.
É mestre em Estudos da Paz e da Guerra nas Novas Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e pós-graduado em Jornalismo Internacional. Doutorou-se com distinção em Ciências da Comunicação no ISCTE, em Setembro de 2017. É presidente da Sociedade Portuguesa de Autores e do Comité Europeu de Sociedades de Autores da CISAC.
Um Amor Português é o seu primeiro romance. Tão Perto de Mim: Lembrança de Autores com Quem Convivi e Diabetes, Sem Açúcar, com Afecto (em co-autoria com Sílvia Saraiva) são os seus livros mais recentes, publicados pela Guerra e Paz.

Notas Editoriais:
Título: Um Amor Português
Autor: José Jorge Letria
Editora: Guerra & Paz
N° de Páginas: 112
PVP: 13,90€

[Guerra & Paz] – “Adão e Eva no Paraíso, Seguido de “O Senhor Diabo e Outros Contos” de Eça de Queiroz

“Adão e Eva no Paraíso, Seguido de “O Senhor Diabo e Outros Contos”

Eça de Queiróz

Adao e eva CONTO_Capa 300dpiSinopse:
“Adão e Eva no Paraíso”, seguido de “O Senhor Diabo” e outros contos inclui todos os contos que Eça deixou completos e publicou em vida.
Jorge Luis Borges dizia que o conto «serve para expressar um tipo especial de emoção, de signo muito parecido com a poética, mas não sendo apropriado para ser exposto poeticamente, representando uma narrativa próxima da novela, mas diferente dela na técnica e na intenção», e Eça parece antecipar todas as características do conto moderno. Como diria António José Saraiva, para Eça «o conto é geralmente uma tese e uma fantasia; ou melhor, uma tese revestida de fantasia – melhor ainda uma fantasia armada sobre uma tese». Há a promessa de satisfazer o gosto de cada um dos leitores, pois aqui se encontram os temas predilectos de Eça: a impossibilidade de realização do amor, o adultério, o divino, a crítica à cultura burguesa, até o fantástico. Eça explora e tira o máximo partido deste género literário, dando assim asas a uma maior criatividade da sua escrita.
ESTA EDIÇÃO INCLUI: Nota introdutória ∙ Texto sobre Eça-contista-jornalista//folhetinista com dados sobre as publicações originais ∙ Texto de Raul Brandão sobre Eça

Biografia do Autor:
Eça de Queiroz Nasceu a 25 de Novembro de 1845 na Póvoa do Varzim. Por não ser reconhecido pela mãe, viveu até aos 4 anos em Vila do Conde, com a madrinha. Em 1849, os pais casaram-se e Eça mudou-se para casa dos avós paternos, em Aveiro. Só aos 10 anos regressou ao Porto e se juntou aos pais. Concluídos os estudos liceais no Colégio da Lapa, ruma a Coimbra em 1861 para cursar Direito. É aí que conhece Antero de Quental e Teófilo Braga. Já formado, vai de malas e bagagens para Lisboa em 1866, e é na capital que se dedica à advocacia, mas também ao jornalismo, dirigindo o Distrito de Évora e publicando folhetins na Gazeta de Portugal, que seriam reunidos anos mais tarde em Prosas Bárbaras. Depois de viajar pela Palestina, Síria e pelo Egipto e assistir à inauguração do Canal do Suez, em 1869 – viagem que desaguaria, mais tarde, em títulos como O Egipto e A Relíquia – envolve-se nas Conferências do Casino e começa a espalhar As Farpas, em 1871, um ano depois de ter publicado O Mistério da Estrada de Sintra, no Diário de Notícias, ambos a quatro mãos, com Ramalho Ortigão.
Ingressa depois na carreira diplomática, e é em Leiria, como administrador do concelho, que escreve O Crime do Padre Amaro. Entre 1873 e 1875, exerce o cargo de cônsul em Havana, Cuba, e é depois transferido para Inglaterra. Durante os dois anos que se seguem, envia textos de Bristol e Newcastle para a imprensa nacional e brasileira, inicia a escrita de O Primo Basílio e faz os primeiros esboços para Os Maias e O Mandarim. Regressa à pátria com 40 anos e casa-se, em 1886, com Emília de Castro Pamplona, onze anos mais jovem. Em 1888, é enviado para o consulado de Paris. Segue-se a publicação d’Os Maias e, nos periódicos, de Correspondência de Fradique Mendes e A Ilustre Casa de Ramires. Fundador da Revista de Portugal, de que é também director, visita frequentemente o país, aproveitando as estadas para jantar com os Vencidos da Vida. É no Paris de Jacinto, de A Cidade e as Serras – título que, como muitos da sua obra, só viria a ser publicado postumamente –, que vem a falecer a 16 de Agosto de 1900, vítima de doença prolongada.

Notas Editoriais:
Título: “Adão e Eva no Paraíso, Seguido de “O Senhor Diabo e Outros Contos”
Autor: Eça de Queiroz
Editora: Guerra & Paz
N° de Páginas: 256
PVP: 14,90€

[Oficina do Livro] – “Parem Todos os Relógios” de Nuno Amado

Parem Todos os Relógios

Nuno Amado

Romance Finalista do Prémio LeYa 2017.

guardem todos os relogiosSobre o Livro:
Aos trinta e seis anos, a professora de literatura Helena Remington apaixona-se loucamente por um italiano de visita a Lisboa. O romance entre os dois, intenso e tórrido, é porém abruptamente interrompido por um acidente de automóvel na costa italiana onde ambos passavam férias.
Decorridos vinte anos sem notícias de Fabrizio, Helena recebe uma carta da filha dele com um pedido ousado e urgente. Para o satisfazer, terá de lançar-se na mais arriscada aventura da sua vida, envolvendo-se com gente perigosa numa autêntica corrida contra o tempo. Tudo para salvar o homem que tanto amou.
Muitos anos mais tarde, Carlos – o sobrinho-neto preferido de Helena – conhece Francesca, uma rapariga italiana que também precisa de ser salva e que o destino transforma em tradutora de cartas de amor.

Parem todos os Relógios é uma narrativa fluída e aliciante sobre as consequências do amor, que combina magistralmente elementos de thriller policial, história de amor e épico familiar.

Sobre o Autor:
Nuno Amado nasceu em Lisboa, onde se licenciou em Psicologia Social e das Organizações e Psicologia Clínica. É doutorado em Psicologia do Desenvolvimento pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada/Universidade Nova.
Actualmente divide a sua actividade entre a prática clínica e o ensino, ocupando a posição de Professor Adjunto no Instituto Superior de Educação e Ciências. As suas actividades de investigação têm-lhe permitido publicar e participar em vários congressos científicos em Portugal e no estrangeiro. No nosso país, é pioneiro no estudo da Psicologia do Amor.
Diz-me a Verdade Sobre o Amor é o seu primeiro livro.

Notas Editoriais:
Título: Parem Todos os Relógios
Autor: Nuno Amado
Editora: Oficina do Livro
Nº páginas: 272
PVP: 13,95€

[Dom Quixote] – “Um Gentleman em Moscovo” de Amor Towles

Um Gentleman em Moscovo

Amor Towles

Sobre o Livro:
Por causa de uum_gentleman_em_moscovom poema, um tribunal bolchevique condena o conde Aleksandr Rostov a prisão domiciliária. Ficará retido, por tempo indeterminado, no sumptuoso Hotel Metropol. A prisão pode ser dourada. Mas é uma prisão.
Estamos em Junho de 1922. Despejado da sua luxuosa suíte, o conde é confinado a um quarto no sótão, iluminado por uma janela do tamanho de um tabuleiro de xadrez. É a partir dali que observa a dramática transformação da Rússia. Vê com tristeza os magníficos salões do hotel, antes animados por bailes de gala, serem agora esmagados pelas pesadas botas dos camaradas proletários. E vê-se obrigado a negociar a sua sobrevivência, num ambiente subitamente hostil.
Aos poucos, porém, o aristocrata descobre aliados no hotel, com quem partilha o seu amor pelo belo – e a defesa de valores morais que nenhuma ideologia poderá vergar. Faz-se amigo do chef, dos porteiros, do barbeiro, do encarregado da garrafeira, e com eles conspira para devolver ao Metropol a sua antiga e majestosa glória. Ao mesmo tempo, toma sob a sua proteção uma menina desamparada, a quem provará que a vida não se resume à luta de classes.
Amor Towles oferece-nos um dos mais requintados (e melancólicos) romances dos últimos anos.
Uma obra épica, habitada por uma galeria de personagens inesquecíveis e servida por uma escrita de uma elegância cada vez mais rara nas letras contemporâneas.

Notas Editoriais:
Título: Um Gentleman em Moscovo
Autor: Amor Towles
Editora: Dom Quixote
Nº páginas: 544
PVP: 22,41€